Psicologia

Viver com menos ansiedade

Publicado a 28 de fevereiro de 2024

A ansiedade, de uma forma ou de outra, é completamente normal. Acontece de modo inconsciente e é muitas vezes o resultado do stress. Gostemos ou não, o stress é importante para funcionarmos e pode ajudar-nos a alcançar marcos importantes ou a manter-nos longe de sarilhos nas alturas difíceis.

A ansiedade que resulta do stress torna-se, no entanto, um problema quando te sentes esvaziado. Quando começa a atrapalhar as tuas tarefas do dia a dia e quando sentes que já não consegues viver a vida como queres. Felizmente, a ansiedade não é um fenómeno para toda a vida e os seus efeitos podem ser reduzidos ao mínimo. Mais uma vez, lembra-te de que precisamos de alguma dose de stress para funcionarmos “normalmente” e que, por isso, uma parte dele não deve limitar de forma nenhuma a nossa felicidade.

A origem da tua ansiedade

Quando lidas com ansiedade há algum tempo, podes dar por ti a tentar racionalizá-la. Podes dizer: bem, chumbei a tese, faz sentido que esteja ansioso com a minha formatura. Ou podes dizer: bem, cresci num bairro complicado, é natural que me sinta menos seguro.

Estas razões podem ser válidas, mas convém saberes que provavelmente não sabes o que está mesmo a causar a tua ansiedade — ou, pelo menos, não a totalidade dela. E por isso é pouco provável que o raciocínio resolva a ansiedade, por muito que te esforces.

Muitas vezes, a nossa ansiedade tem raízes fundas. Mas nem todas são iguais. Em psicologia reconhecem-se vários tipos de ansiedade, que podem ser tratados de maneiras diferentes. Reconheces aquilo que sentes em algum deles?

Ansiedade generalizada Uma sensação persistente de preocupação que resulta em tensão, stress, problemas de sono e uma sensação geral de estar sempre em pulgas.

Fobia Ansiedade súbita perante algo que te assusta, como aranhas, cobras ou até coisas aparentemente aleatórias que não deveriam justificar ansiedade nenhuma, como paus de gelado.

Fobia social Ansiedade em espaços públicos, eventos sociais e por aí fora.

Stress pós-traumático (PSPT)
Sentimentos de stress ligados a um acontecimento grave. Resulta muitas vezes em pesadelos, pensamentos assustadores e flashbacks do trauma.

Saber o que está a causar a tua ansiedade é o primeiro passo para a resolver. Pode ser preciso escavar fundo, e é aconselhável procurares um terapeuta que te ajude a ir mais longe. Mas este artigo chama-se “viver com menos ansiedade”, por isso ficam aqui algumas dicas para te ajudar a controlar a situação, para já.

1. Sai da tua cabeça

O nosso primeiro e mais importante conselho é: sai da tua cabeça. A ansiedade e o stress começam na cabeça e, sem falhar, acabam por chegar a todos os cantos do corpo. Lembra-te de que o stress é mesmo mensurável e não fica de todo só na mente… mas é aí que começa. Por isso, sai e faz exercício, vai dar caminhadas, faz sessões longas de meditação, procura o sol, a praia, ou fica a estudar uma árvore. Descobre o que resulta para ti.

Podes usar a Luci para registares as tuas atividades e o teu humor diário. Fazer mais coisas que nos deixam felizes é uma forma garantida de agradar à mente. E não sejas demasiado crítico se não resultar logo à primeira, porque isso seria andar às voltas — e preocuparmo-nos com um hábito novo não vai ajudar nada.

2. Encontra os gatilhos

Como já vimos, é provável que não saibamos a razão por detrás da nossa ansiedade, mas conseguimos descobrir o gatilho. Sempre que sentires um ataque de pânico ou uma forte sensação de ansiedade, seja onde for, escreve o que estás a fazer e onde estás. Escreve — e depois esquece.

É possível que isto te aconteça várias vezes ao longo de algum tempo. Ao fim de um mês, mais ou menos, volta atrás e vê se algum destes gatilhos é frequente. Depois, sempre que for possível, tenta evitá-los. Claro que fugir da ansiedade não é a resposta, mas precisamos de reduzir o que sentimos para conseguirmos funcionar “normalmente” e encontrar a cura a longo prazo.

3. Convive

A seguir, procura pessoas com quem possas conviver. Pessoas em quem confias. Amigos, família ou até desconhecidos que estejam em situações parecidas com a tua. Somos criaturas sociais e o simples facto de passarmos tempo juntos ajuda-nos a sair da nossa cabeça e pode até resolver a ansiedade por completo.

Em conclusão

Em resumo, ficámos hoje a conhecer os vários tipos de ansiedade e a forma como nos influenciam. Aprendemos também que é provável que não saibamos a verdadeira causa daquilo que nos faz sentir assim. Por isso, a nossa solução a longo prazo passa provavelmente por procurar um psicólogo, mas talvez consigamos resolver o problema por nossa conta, saindo da nossa cabeça, encontrando os gatilhos e convivendo com os outros.

Aprendemos também que o stress e a ansiedade são normais e que precisamos de um mínimo deles para funcionarmos de forma saudável e duradoura.

Esperamos que este artigo te tenha sido útil e que consigas encontrar uma solução para a tua ansiedade. Com a Luci (app gratuita), queremos ajudar-te a reduzir o stress. Temos um tema de autorreflexão em que podes responder a perguntas cuidadosamente escolhidas para descobrir gatilhos e a causa de raiz do teu stress. Oferecemos também um registo de humor que ajuda a identificar formas de te tirar da tua cabeça e de te trazer para o mundo real.

Sem mais demoras: vai lá para fora e encontra a felicidade. Tu consegues!

Luci — início

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